Este glossário reúne os termos e as gírias que você vai ouvir no dia a dia do trade, organizados por tema. Use a busca do navegador (Ctrl+F) para achar um termo rápido.
Mercado e ativos
- Ativo: Qualquer coisa negociável na bolsa: ação, contrato futuro, ETF, BDR.
- Ticker: Código de negociação do ativo, como PETR4, WINFUT ou WDOFUT.
- B3: A bolsa brasileira, onde as ordens são casadas.
- Ibovespa (IBOV): Principal índice da B3, uma carteira das ações mais negociadas.
- Mini índice (WIN): Contrato futuro do Ibovespa em tamanho reduzido. O ativo mais operado no day trade de varejo.
- Mini dólar (WDO): Contrato futuro de dólar em tamanho reduzido. O segundo mais operado no day trade.
- Derivativos: Instrumentos cujo preço depende de outro ativo, como futuros e opções.
- Opções: Direito de comprar (call) ou vender (put) um ativo a um preço definido até uma data.
- BDR: Recibo negociado em reais que representa ação de empresa estrangeira.
- ETF: Fundo negociado na bolsa como se fosse uma ação.
- Lote padrão: Quantidade mínima por ordem no mercado principal. Em ações, 100 unidades.
- Liquidez: Facilidade de comprar ou vender sem mexer muito no preço.
- Volatilidade: Quanto o preço oscila. Mais volatilidade, mais risco e mais oportunidade.
- Volume: Quantidade negociada num período.
- Free float: Parte das ações de uma empresa que está livre para negociação.
- Custódia: Guarda dos ativos do investidor pela instituição.
- Emolumentos: Taxas cobradas pela bolsa sobre as operações.
- Circuit breaker: Parada do pregão quando o índice cai forte demais.
- Leilão: Pausa na negociação de um ativo para formar preço, por abertura, fechamento ou oscilação forte.
- Home broker: Plataforma da corretora para enviar ordens pela internet.
- Benchmark: Índice de referência para comparar desempenho, como CDI ou Ibovespa.
- CDI e Selic: Taxas de juros de referência. A Selic é definida pelo Copom a cada 45 dias.
- Dividendos e JCP: Parte do lucro da empresa distribuída aos acionistas.
- Aluguel de ações (BTC): Empréstimo de ações, usado por quem quer vender a descoberto.
Modalidades
- Day trade: Comprar e vender o mesmo ativo no mesmo dia.
- Swing trade: Operações que duram de alguns dias a algumas semanas.
- Position: Operações longas, de meses ou anos.
- Scalping: Operações muito curtas, de segundos a minutos, buscando poucos pontos várias vezes.
- Long (comprado): Posição que ganha quando o preço sobe.
- Short (vendido): Posição que ganha quando o preço cai.
- Venda a descoberto: Vender um ativo que não se tem, geralmente alugado, apostando na queda.
- Hedge: Operação para proteger outra posição contra movimento contrário.
- Especulação: Buscar lucro com a oscilação de preço no curto prazo.
- Robô / automação: Estratégia que envia ordens sozinha seguindo regras definidas.
Ordens e execução
- Boleta: Formulário onde se monta e envia a ordem.
- Ordem a mercado: Executa na hora, no melhor preço disponível.
- Ordem limitada: Só executa no preço definido ou melhor.
- Ordem start: Ordem que é disparada quando o preço chega a um nível, usada para entrar em rompimento.
- Ordem OCO: Duas ordens ligadas, gain e loss: quando uma executa, a outra é cancelada.
- Stop loss: Ordem que encerra a posição no prejuízo máximo aceito.
- Stop gain: Ordem que realiza o lucro no alvo definido.
- Stop móvel: Stop que acompanha o preço a favor da operação, protegendo o lucro.
- Parcial: Sair de parte da posição num alvo e deixar o resto correr.
- Zerar: Encerrar toda a posição.
- Inverter: Zerar a posição e abrir a contrária na mesma ordem.
- Bid e Ask: Melhor oferta de compra (bid) e de venda (ask) no momento.
- Spread: Diferença entre o melhor preço de compra e o de venda.
- Slippage: Diferença entre o preço esperado e o preço executado.
- Book de ofertas: Todas as ordens de compra e venda esperando execução, por preço.
- DOM: Escada de preços com o book, onde se clica no preço para operar.
- Alavancagem: Operar com mais do que o capital disponível. Aumenta ganho e perda.
- Margem de garantia: Valor exigido para operar futuros. No day trade costuma ser menor.
Análise técnica
- Análise técnica: Estudo do gráfico, preço e volume para decidir entradas e saídas.
- Análise fundamentalista: Estudo dos números da empresa para estimar seu valor.
- Setup: Conjunto de regras que define quando entrar e sair.
- Candle: Vela que mostra abertura, fechamento, máxima e mínima de um período.
- Suporte: Região onde o preço costuma parar de cair.
- Resistência: Região onde o preço costuma parar de subir.
- Tendência: Direção predominante do preço: alta, baixa ou lateral.
- Rompimento (breakout): Quando o preço atravessa um suporte ou resistência importante.
- Pullback: Correção curta dentro de uma tendência antes de ela continuar.
- Gap: Salto de preço entre um candle e outro, deixando um espaço no gráfico.
- Inside bar: Candle que fica inteiro dentro do anterior.
- Divergência: Preço e indicador apontando para lados opostos.
- Média móvel: Média dos preços dos últimos períodos, usada para ver a tendência.
- IFR (RSI): Oscilador que mede a força dos movimentos. Aponta sobrecompra e sobrevenda.
- MACD: Indicador baseado em médias móveis para ver força e virada de tendência.
- VWAP: Preço médio ponderado pelo volume do dia. Referência de quem opera fluxo.
- Sobrecomprado e sobrevendido: Ativo que subiu ou caiu rápido demais e pode corrigir.
- Fibonacci: Níveis de retração (38,2%, 50%, 61,8%) usados como alvo ou suporte.
- Backtest: Testar uma estratégia com dados do passado.
- Bull e bear market: Mercado em alta prolongada (bull) ou em queda prolongada (bear).
- Rali: Sequência forte de alta.
- Fading: Operar contra o movimento, apostando que ele vai perder força.
Fluxo e players
- Tape reading: Leitura do fluxo de negócios em tempo real para antecipar o preço.
- Agressão: Quem aceita pagar o preço do outro lado. Agressão compradora empurra o preço para cima.
- Player: Qualquer participante que movimenta o mercado, geralmente uma corretora ou fundo.
- Big player: Participante com muito capital, capaz de mexer no preço.
- Gringo: Investidor estrangeiro. Seu fluxo costuma ditar a direção do índice.
- Market maker: Instituição que mantém ofertas dos dois lados para dar liquidez.
- RLP: Retail Liquidity Provider: a corretora oferece liquidez ao próprio cliente de varejo.
- Short squeeze: Alta rápida causada por vendidos sendo forçados a recomprar.
- Long squeeze: Queda rápida causada por comprados sendo forçados a vender.
- Flash crash: Queda muito forte e repentina, seguida de recuperação.
- Pump and dump: Manipulação: inflar o preço e vender no topo.
Risco e resultado
- Gestão de risco: Regras para limitar a perda por operação e por dia.
- Loss diário: Perda máxima aceita no dia. Batendo, para de operar.
- Position sizing: Calcular o tamanho da posição conforme o capital e o risco.
- Drawdown: Maior queda do capital a partir de um pico.
- Payoff: Ganho médio dividido pela perda média.
- Win rate (taxa de acerto): Percentual de operações vencedoras.
- Break even: Ponto em que a operação não ganha nem perde.
- Martingale: Dobrar a mão depois de cada perda. Caminho rápido para quebrar.
Psicologia
- FOMO: Medo de ficar de fora, que leva a entrar atrasado e sem critério.
- Overtrading: Operar demais, por ansiedade ou tédio.
- Revenge trading: Operar no impulso para recuperar uma perda.
- Tilt: Perder o controle emocional e sair do plano.
Gírias do trader
- Dar gain: Fechar a operação no lucro.
- Estopar / tomar stop: Sair da operação pelo stop, no prejuízo.
- Boletar: Mandar a ordem.
- Girar: Fazer várias operações no mesmo dia.
- Ficar posicionado: Manter a posição aberta.
- Ficar pendurado: Estar posicionado sem stop.
- Entrar vendido: Abrir posição apostando na queda.
- Fazer preço médio: Aumentar a posição para melhorar o preço médio. Arriscado quando está contra.
- Tomar calor: Ver a posição andando contra você.
- Cortar na carne: Aceitar a perda antes que ela aumente.
- Sair no ralado: Sair perto do zero a zero, com perda mínima.
- Violinada: O preço bate no stop e logo volta a favor.
- Agulhada: Movimento brusco que deixa um pavio longo no candle.
- Andar de lado: Mercado sem direção, lateralizado.
- Cair de maduro: Queda forte e consistente.
- Derreter: Preço caindo rápido.
- Mercado sangrando: Queda generalizada.
- Fogo no parquinho: Mercado muito volátil e nervoso.
- Cavalo selado: Oportunidade clara que não dá para perder.
- Afiar a faca: Esperar o ponto certo de entrada.
- Pegar a faca caindo: Comprar algo despencando sem sinal de reversão.
- Pulo do gato morto: Repique curto dentro de uma queda, que engana quem compra.
- Almoçar filé e jantar miojo: Ganhar de manhã e devolver tudo à tarde.
- Chutar o balde: Entrar arriscado, sem plano.
- Mão de alface: Sai cedo demais por medo.
- Mão de ferro: Segura a posição firme apesar da volatilidade.
- Mão pesada: Opera com lote grande.
- Marretar: Comprar ou vender com força, agredindo o book.
- Bater: Vender agredindo.
- Tomar: Comprar agredindo.
- Raspar: Comprar todos os lotes disponíveis num preço.
- Pescar no book: Deixar ordens esperando no book para pegar um preço melhor.
- Stopar no olho: Sair manualmente, sem stop programado.
- Sardinha / lambari: Trader iniciante.
- Virar pó: Ativo que perde quase todo o valor.
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